Prevenção da mastite
Os programas de prevenção e controle da mastite têm por objetivo limitar a prevalência das infecções e por conseqüência diminuir os
impactos econômicos na atividade leiteira. Um bom programa de controle deve ter como metas principais, erradicar as mastites contagiosas por Streptococcus agalactiae, controlar as por Staphylococcus aureus, manter baixos os índices de mastites ambientais, contagens de células somáticas abaixo de 200.000/mL/leite, menos de 2% de episódios clínicos ao mês e 85% das vacas livres de mastite subclínica. Para alcançar estas metas é necessário atuar sobre a fonte de infecção, detectando corretamente as vacas com mastite clínica e subclínica, tratando-as corretamente, eliminar os animais com infecções crônicas. Em relação aos animais susceptíveis procurar a seleção de vacas naturalmente mais resistentes e propiciar o fornecimento de alimentação equilibrada aos animais. Deve-se atuar ainda sobre as vias de transmissão da mastite, implantando um correto manejo e higiene de ordenha e manter as vacas em ambiente seco e limpo.
Vários programas foram propostos para diminuir a ocorrência d e mastite em vacas. Entre as principais medidas estão o monitoramento dos índices de mastite, pré e pós imersão dos tetos em solução anti-séptica, conforto ambiental, tratamento das vacas ao secar, tratamento dos casos clínicos, descarte de vacas com infecções crônicas, higiene, manejo e manutenção dos equipamentos de ordenha (CULLOR, 1983; PHILPOT & NICKERSON, 1991; NICKERSON et al., 1995; NICKERSON, 1998; MÜLLER, 1999; FONSECA & SANTOS, 2000). Os seguintes pontos devem ser enfatizados em um bom programa de prevenção e controle da mastite:
2. MÃO-DE-OBRA ESPECIALIZADA
Para o estabelecimento de um programa eficiente de controle de mastite é essencial o treinamento de pessoal, principalmente dos ordenhadores, sobre princípios de higiene, fisiologia da lactação, funcionamento e manutenção do equipamento de ordenha.
3. MONITORAMENTO DOS INDICES DE MASTITE
É de fundamental importância manter o protocolo das principais ações como escore de células somáticas, teste da caneca, CMT, índices de mastites clinica e subclínica, perfil microbiológico e de resistência a antimicrobianos.
Com estes dados torna-se possível uma analise da situação do rebanho levando em consideração ainda o numero de lactações, estagio de lactação e produção. Dependendo destes resultados é possível estabelecer prioridades sejam elas voltadas para as mastites contagiosas ou ambientais.
4. HIGIENE AMBIENTAL
A manutenção dos animais em ambientes higiênicos, secos e confortáveis visa em primeiro plano minimizar os problemas relativos às mastites ambientais, mas indiretamente tem reflexo nos índices de mastite contagiosa. Animais com úberes sujos exigem maiores cuidados por ocasião da ordenha. Deve ser dada atenção especial às instalações para vacas secas, novilhas e vacas em lactação como piquetes, sombreamento, dimensão correta das instalações nos diferentes sistemas de confinamento, natureza da cama e baias ou piquetes de parição.
5. TRATAMENTO MASTITE CLÍNICA
Os tratamentos de mastite clinica devem ser tratados imediatamente, sob orientação de medico veterinário. Deve ser observado o perfil microbiológico e de sensibilidade, dose e via de aplicação. Se possível coletar amostra de leite para posterior analise no caso de falha do tratamento.
6. TRATAMENTO DE VACA SECA
O tratamento das vacas no dia da secagem tem por finalidade a cura de infecções subclínica e a prevenção de novas infecções no período seco. Nas primeiras semanas pós-secagem a taxa de risco para novas infecções é muito alta. O tratamento da mastite subclínica apresenta taxas de cura mais elevadas
em relação ao tratamento durante a lactação. O correto é tratar todas as vacas ao secar, por via intramamária com produto de longa ação.
7. ELIMINAÇÃO DE VACAS COM INFECÇÕES CRÔNICAS
É importante a adoção de um esquema rigoroso de descarte dos animais com infecções crônicas.
8. MANEJO E HIGIENE DE ORDENHA
A ordenha é o momento mais importante da atividade leiteira por constituir-se na medida mais importante de controle da mastite e possibilitar a melhoria da qualidade do leite. A ordenha deve ser realizada por pessoas treinadas, com tranqüilidade, obedecendo a uma rotina pré-estabelecida. As seguintes etapas são essenciais para uma ordenha correta:
-Teste da caneca
Este teste permite o diagnóstico da mastite clinica e diminui o índice de contaminação do leite;
-Limpeza dos tetos com água clorada
Este procedimento visa a lavagem somente dos tetos e não do úbere. Deve ser utilizado obrigatoriamente nas vacas com tetos visivelmente sujos. Nos animais com tetos limpos pode ser otimizada;
-Imersão dos tetos em solução anti-séptica por 30 segundos
O “pré-dipping” foi desenvolvido como medida de prevenção para as mastites ambientais. Calcula-se uma redução em até 50% na taxa de novas infecções;
-Secagem dos tetos
Os tetos devem ser secos com papel toalha descartável. Esta etapa é de extrema importância na higienização dos tetos já que associada à lavagem pode reduzir em 50 a 85% os índices de novas infecções. Quando da utilização do “pré-dipping” e não da lavagem dos tetos, os mesmos também devem ser secos com papel toalha visando à retirada do anti-séptico. Este conjunto de procedimentos, além de propiciar a higienização dos tetos é de fundamental importância para uma ordenha mais rápida e completa. Associado a outros estímulos eleva os níveis de ocitocina que propicie a “descida” mais rápida do leite e intumescimento dos tetos, o que por sua vez permite a colocação correta dos insufladores, diminuindo os riscos de deslizamento das mesmas. O pré-estimulo deve durar de 40 segundos a 1 minuto.
-Retirada dos insufladores
Para a retirada das teteiras deve ser fechado o registro de vácuo. A sobre-ordenha deve ser evitada por provocar lesões nos tetos, que por sua vez predispõem a mastite. Quanto à retirada do leite residual, as opiniões dos pesquisadores divergem. Uma ligeira pressão sobre o conjunto de insufladores por alguns segundos propicia uma esgota mais completa.
-Imersão dos tetos em solução anti-séptica
A imersão dos tetos deve ocorrer imediatamente após a retirada dos insufladores. A imersão dos tetos deve ser total, utilizando-se frascos de imersão, não permitindo o retorno do produto. Este procedimento, associado ao tratamento de vacas secas, é responsável por uma diminuição significativa nas mastites contagiosas.
-Desinfecção dos insufladores
A desinfecção das teteiras entre a ordenha de uma vaca e outra deve ser realizada pela imersão das mesmas em solução sanificante, que deve ser trocada com freqüência. As quatro teteiras não devem ser imersas ao mesmo tempo. Nos equipamentos modernos, esta etapa de higienização é automatizada (BACKFLUSHING).
- Ordem de ordenha
Estabelecer uma ordem de ordenha deixando as vacas infectadas para o final ou mesmo segrega-las.
9. HIGIENIZAÇÃO E MANUTENÇÃO DO EQUIPAMENTO DE ORDENHA
A limpeza do equipamento é tão importante quanto o manejo e higiene da ordenha, sendo fundamental para a qualidade do leite. As principais etapas de limpeza do equipamento constituem-se de enxágüe com água morna (32 a 41°C), enxágüe com água e detergente alcalino clorado (71 a 74°C), enxágüe acido e santificação pré-ordenha. Em relação à instalação e manutenção do equipamento devem ser obedecidas as normas internacionais (ISSO 5707-3 A) dando ênfase ao dimensionamento da bomba de vácuo, nível de vácuo, pulsação e troca de teteiras.
Além destas medidas deve ser dado atenção especial à dieta dos animais, tanto em lactação como no período seco. Deficiências de vitaminas e minerais podem aumentar a suscetibilidade a infecções e em especial à mastite. A vitamina A e E, selênio, cobre e β-carotenos influenciam positivamente a resistência às mastites.
10. VACINAÇÃO
Uma medida complementar no controle da mastite é a vacinação. No caso das mastites ambientais por coliformes existem vacinas no mercado, que quando aplicadas no período seco e ao parto reduzem a incidência e a gravidade dos sintomas na lactação subseqüente. Investigações recentes também apresentam resultados promissores em relação ao controle das mastites por S. aureus.
Concluindo, a conscientização por parte do produtor dos prejuízos causados pela mastite, a adoção criteriosa e persistente das medidas preventivas e de controle anteriormente citadas e a aceitação de novas técnicas de prevenção e controle por parte dos produtores e técnicos, fará com que as infecções da glândula mamária não afetem negativamente a renda do produtor. As mesmas medidas permitirão a obtenção e o fornecimento de um leite de melhor qualidade para a indústria e por conseqüência ao consumidor.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
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2 comentários:
que burro, copiou dos outros(plagio)e ainda nao viu que tava errado.
detergente alcalino clorado (71 a 74°C), enxágüe acido e santificação pré-ordenha
aonde vai santificar na igreja
qual? rrsssrs a sua foto tb e plagio quem fez foi um estudante da faj
o certo é sanitizaçao
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